terça-feira, 31 de agosto de 2010

Humano

Sou só um humano, e tô vivendo por aí
às vezes a vida é boa, às vezes ruim
conheço pessoas, esqueço pessoas
perco amigos, ganho inimigos

Às vezes tabém sou egoísta, outras generoso
às vezes quero tudo, outras tantas nada
uns dias áspero, ou carinhoso
hora quero papo, outrora sou silêncio

Vez em quando sou poeta, quando em vez sou guerreiro
posso ser o aluno exemplar, ou o vagabundo polêmico
hora amo, hora odeio
Xingo, ou sou eloquente

Sou um conjunto de seres
Eus que compõem meu eu
antítese simples, personalizada
erros em forma de gente

E se me perguntam por quê tão embolado
parecendo até mesmo insano
respondo na mesma hora:
Isso tudo é porque sou humano!


Coisinha que escrevi hoje na sala... as viagens que acontecem quando não se presta atenção. Espero que tenham gostado. Comentem! Boa noite, dia ou tarde para quem (se alguém) ler isso.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Prelúdio

A cidade é suja e escura. Depois que os ratos ascenderam ao poder, restou muito pouca coisa que ainda fosse pura. Roubos e prostituição são comuns, e a rotina das noites é bem perigosa para quem quer se aventurar nesse ninho de cobras. Todo cuidado é pouco na hora de fazer qualquer coisa, e até mesmo os governantes são governados. Ninguém tem controle de sua própria vida, e poucos sabem o que realmente acontece por baixo dos panos.
É nesse cenário sujo que surge Eric Williams, um agente do serviço secreto encarregado de investigar um esquema de roubos de carga que acontecem perto da cidade, e por que ninguém sofre punição por esses crimes.
Em sua investigação, ele descobre uma rede de tráfico e comércio de drogas ilegais, que envolve pessoas do alto escalão da cidade, incluindo-se aí o prefeito. Tudo ia muito bem, até que ele lembra que seu parceiro, Peter McBrian, está desaparecido há vários dias, e não há indícios do seu paradeiro.
Decidido a descobrir o que houve com seu parceiro, Eric começa uma investigação paralela à que vinha realizando, e acaba desenterrando segredos que nunca poderiam ter sido descobertos pelos humanos: os filhos de Caim. Ele descobre toda a sociedade Cainita, e descobre que seu amigo não desapareceu, mas “mudou” de lado, tornando-se agora um deles. Ele descobre que Pete, na verdade, já vinha trabalhando para os Vampiros, e que ele já havia feito outros “serviços” para esses seres, e que tudo o que ele contou agora já não era mais tão confidencial assim. Eles descobriram, e agora viriam para cima de Eric com tudo.
Ele precisava de ajuda, mas não sabia mais em quem confiar. Agora todos eram inimigos em potencial, e mais ninguém era digno de confiança. Decidiu então procurar seu chefe Phillip Nolan, para decidir o que fazer. Num breve telefonema, conseguiu marcar uma reunião de urgência.
Quando chegou ao escritório, as coisas não pareciam certas. Estava tudo no lugar, na sala gigante, com milhares de cubículos mal iluminados que serviam como escritórios para os agentes, alguns deles transformando os seus em verdadeiras segundas casas. Porém tinha alguma coisa diferente. Os cubículos estavam vazios, coisa que nunca acontecia. Tinha cheiro de encrenca no ar, ele podia sentir. Seus vários anos de experiência como agente agora gritavam no seu ouvido. Ele precisava ter cautela.
Sacando sua Glock .40, ele caminhou lentamente até a sala do chefe, que estava com as luzes acesas. Ao abrir a porta, não ficou muito feliz com o que encontrou.
O chefe estava lá, sentado, e ao lado dele estava Pete. “O que esse canalha faz aqui?”, pensou ele, mas antes que pudesse verbalizar seu descontentamento, o chefe começou a falar.
- Eric, antes de qualquer coisa, é melhor você sentar.
- O que ele está fazendo aqui?
- Calma, escute o que eu tenho a dizer, depois disso você pode tirar suas conclusões.
Ainda com a arma na mão, Eric sentou, observando atentamente os dois. Esse complô bizarro lhe dava arrepios, mas nada que ele não pudesse lidar com sua fiel companheira de metal.
- O que você precisa saber é que Pete também é uma vítima. Logo depois que Pete sumiu, ele foi atacado e estava quase morrendo. Por sorte, uma ambulância passava por ali, e eles não o deixaram para trás. O problema é que já era tarde demais, e não havia muito a se fazer.
- Mas – Começou Pete – Ele me encontrou, e então eu acordei assim.
- Quem o encontrou?
- Melhor deixarmos isso para uma hora mais oportuna – Começou o chefe – Agora, o que você precisa saber é que tudo o que você descobriu precisa ser apagado.
- Eu não posso esquecer o que eu sei, nem vou deixar que isso seja ocultado. Existe um crime muito sério, e muitas pessoas estão envolvidas.
- Eu receio que não tenhamos opção Pete. Eu conheço esse olhar, e sei que ele não vai desistir dos seus objetivos. – Disse o chefe.
- Desculpe, amigo – Começou Pete – Mas ele não quer que isso venha à tona. – Andando em sua direção, Pete estende o braço, e antes que Eric possa perceber, sua arma está na mão do ex-parceiro. – Você poderia simplesmente ficar calado sobre tudo isso. Vamos lá, cara. Você não tem nada a perder, só a ganhar. Fique do nosso lado, e nada de mal vai acontecer.
- Me perdoe, Pete, mas eu não posso – E de dentro do bolso do terno, disparou três tiros da .380 que carregava para emergências, acertando Pete no peito. Essa distração foi o suficiente para que ele tivesse uma oportunidade para fugir, aproveitando o susto de Phillip.
Quando abriu a porta do escritório, escutou atrás dele Pete praguejando e se levantando, como se os tiros não tivessem provocado nenhum efeito. Assustado, correu em direção à saída, mas antes que pudesse tocar a maçaneta da porta, Pete surge na sua frente, e onde as balas o acertaram restavam apenas os buracos na sua roupa.
- É mesmo uma pena cara. Eu não queria que isso terminasse assim. Gosto de você, então vou fazer com que você não sinta dor. Nos vemos no inferno.
A sensação das balas cortando a carne era lacerante. Sentia os órgãos perfurados e o sangue na garganta. Sua hora havia chegado. Sua vista começou a embaçar, mas antes que perdesse os sentidos, viu alguém chegando por trás de Pete, e com um único movimento, cortando a cabeça dele. Caíram os dois no chão, e enquanto mergulhava na escuridão, viu seu salvador o pegar nos ombros e o tirar dali.
Quando acordou, Eric percebeu que não era mais o mesmo. Estava com uma sede insaciável, e não sentia mais nada à sua volta. Era como se sua vida tivesse sido tirada.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Férias...

E mais uma vez, cá estou. Peço desculpa aos leitores (isso se houver algum) pelo breve hiato. São coisas das férias. Mas, sem mais rodeios, aqui vai:

Esse é um post extraordinário, fora do contexto do site, ou não. O que acontece é que nesses últimos dias coisas interessantes vêm acontecendo, acho que houve uma conspiração entre todos os santos para que as coisas ficassem mais... divertidas. Férias chegando, planos de ir embora, e a desilusão toma conta do ser. Porém, eis que surge uma coisa chamada Moto Chico, uma das melhores coisas que poderia ter ocorrido. E levou-me a (suspense...) mais uma indagação (ÓÓÓHHH! Novidade...): Por que será que sempre que uma coisa é muito boa na nossa vida, queremos mais disso, até não poder mais? O que leva o ser humano a sempre ter essa fome de mais e mais e mais, essa insaciabilidade de coisas que lhe dão prazer? Será que não é isso que leva o ser humano à sua própria destruição? Ou será que a destruição do ser humano se deve ao fato de ele ter esquecido disso? De sentir prazer por essas coisas simples, de uma "embriaguez sóbria" (Estamos aí, Wesly, copiando na cara dura do seu blog!)?
Seja como for, não posso deixar de dizer para todo mundo como foi esse fim de semana pra mim. Resumindo: A obra-prima dos meus dias até agora. Não sei explicar com palavras o que aquilo tudo significou pra mim, ou o carinho que os músicos dispensaram para todos nós depois do show. Ah, sim, os shows! Fenomenais, acho que essa palavra melhor descreve como foram todos eles. Estavamos lá, os três heróis do nordeste, Eu, Wesly e Cosme. Estávamos lá, e aproveitamos isso tudo juntos. Foi interessante ver que somos capazes de dizer e fazer coisas que não faríamos em outros estados, em outras ocasiões. Não precisamos de uma gota de álcool no sangue para aproveitar ao máximo tudo aquilo. E aproveitamos. E é aí que entra uma certeza que eu já tinha na minha vida: Álcool ou qualquer outro tipo de entorpecente é totalmente desnecessário quando você está se divertindo. Não por mim, afinal não faço uso disso, mas pelos outros, por quem tava ali comigo e viu isso. Os três heróis, "limpos" e curtindo, aproveitando a quimera que foi esse feriado. Realmente foi um sonhar acordado, uma experiência que nem em meus sonhos imaginei que fosse tão prazerosa. E as outras experiências também.
E agora, cá estou, em casa, curtindo um frio muito bem vindo, depois de todo aquele calor em Petrolina. Bem vindo porque daqui a pouco eu volto pra lá, e esse frio ficará somente na lembrança. Ah, tem também as coisas boas que aconteceram aqui. Dias interessantes, matando as saudades do tempo de andarilho aqui em Bonfim, e das velhas conversas e dos velhos amigos. E conhecendo amigos novos também. E algumas dessas pessoas foram uma agradável surpresa, totalmente ao acaso, e que feliz encontro esses! Coisas realmente interessantes. Acho que essa foi uma grande lição, um grande aprendizado que pode levantar novos pensamentos, e ainda novas quimeras. Por enquanto fico por aqui, com o boa noite ou bom dia de sempre.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Vontade... de quê?

Começo esse novo post com a seguinte indagação, retirada de um trecho da música dos Los Hermanos, "O velho e o moço":
"Se não for eu, quem mais vai decidir o que é bom pra mim?"
Realmente... quem iria? Essa é uma das minhas (muitas) indagações. Será que se eu permitisse que escolhessem o que quer que fosse pra mim, seria realmente bom?
O que será que leva algumas pessoas a se acomodarem a ponto de abrir mão de suas decisões, pelo simples fato de que seria mais cômodo que outros o fizessem? E será que isso realmente seria bom?
Ou talvez... essas pessoas se acomodem pelo simples fato de que são obrigadas, por imposição ou qualquer coisa assim. Ou talvez simplesmente não tenham força de vontade suficiente para que seus desejos sejam atendidos. De qualquer maneira, esperar sentado que os acontecimentos, que as coisas que se quer venham até você é meio que incoerente, assim por dizer. Digo isso porque, se você quer uma coisa, não é você quem tem de fazer por onde que aconteça?
Contudo... será que podemos fazer tudo o que quisermos? Será que o que é bom pra mim é bom também para outras pessoas? E quem pode dizer o que é realmente bom ou ruim?
Muita coisa assim pra pensar... muita coisa também pra estudar... falando nisso, será que o que eu tô escolhendo pra mim é bom? Ou o espaço que eu tô dando pra outros decidirem?
Bom, acho que deve ter alguma coisa errada com isso tudo. Se tiver mesmo, acho que mudar seria a melhor solução, mas não mudar drasticamente. Não podemos nos reinventar tão rápido, ou corremos o risco de perder nossa essência. E eu não quero perder a minha, portanto acho que vou mudar, mas "em marcha lenta".
Bom, por hoje é só. Boa noite pra quem (se alguém) for ler isso à noite. Se não, bom dia ou boa tarde, como sempre.

domingo, 4 de julho de 2010

Domingo

E o domingo foi... de ócio! Sem dinheiro... sem opções pra sair... o que me restou foi estudar. É estranho isso, esse nada pra fazer. Me deixou tão... tão! Não sei explicar, mas foi legal, pensei em muita coisa também. Pelo menos pude me comunicar com o mundo, a internet nessas horas é uma companheira indispensável. "Estou ligado a cabo a tudo o que acaba de acontecer", esse trecho, de uma música conhecida de uma banda conhecida, banda que aliás fez parte de uma conversa legal, que foi uma das coisas que também salvou meu dia. Estudei sim, porque nada melhor que o ócio pra te levar a fazer coisas sensatas (é, o medo da reprovação também, mas fica com o ócio pra ficar "menos vagabundo"). E isso me levou a pensar também... por que será que quando a gente tá sobre pressão a gente pede sossego, e quando a gente pede sossego não fica bem do mesmo jeito? Acho que é do ser humano mesmo, não se contentar com nada nunca, a não ser o que há de imediato, o que há de agora. Ele levanta a mão e pega o que há de mais próximo, sem nem se questionar se o que está mais distante não lhe é também mais prazeiroso. A comodidade deixou o ser humano mais relaxado pra tudo o que há de interessante. Eu também estou assim, mas pretendo mudar. Por hoje é só, se existir algum leitor, e este estiver acordado, desejo-lhe uma boa noite. Se não for à noite, bom dia pra você.

sábado, 3 de julho de 2010

Dias... Dias!

Hoje eu acordei sem vontade nenhuma de levantar da cama. O celular desperta às 5:20h da madrugada. Dormi 2 horas da manhã. Fiquei um pouco mais na cama. É bom, você fica reclamando da vida e faz um debate com sua sombra sobre as obrigações ou o calor aconchegante da cama. É nessa hora que eu vejo que aqueles desenhos onde sempre apareciam o anjinho e o diabinho para ficar confundindo a personagem têm verdade. Eles existem, o anjo e o demônio. Enquanto um diz a você para levantar, o outro grita para que você fique na cama, onde está tão bom, e voltar a se entregar aos braços de Morpheu. (In)felizmente, a responsabilidade venceu essa, e o anjinho voltou satisfeito para casa (ele voltou satisfeito, eu não). Depois de uma aula interessante para quem quer realmente o curso de Medicina veterinária, que não é mais o meu caso, voltei para casa só para ver a humilhação pela qual nossos "hermanos" argentinos sofreram. É interessante ver como o país do futebol para, mesmo que não seja pela seleção brasileira, apenas para se divertir vendo um bom jogo. Não é o esporte que eu escolheria para praticar mas... Serve para a gente se distrair um pouco. Um grande problema nisso, contudo, é que acabamos por esquecer de coisas importantes, como a eleição presidencial que está por vir. É importante que acompanhemos tudo bem de perto para que não hajam arrependimentos posteriores, e é interessante também ver o desinteresse da população por uma coisa tão crucial na vida de todos nós. Precisamos abrir o olho, gente! É nosso dinheiro que vai ser investido ali. Bom, já estava saindo do tema, então... Passei o dia todo hoje com músicas na cabeça, fazendo barulho como marimbondos rondando a sua casa. Então decidi começar a cantar. E não é que foi bom? Me deixou mais leve... mais feliz. Cantar é realmente sempre bom. Vou ficando por aqui nesse post. Quem sabe amanhã, ou até mesmo mais tarde eu não venha a escrever algo realmente relevante por aqui, porque isso tudo não tem nada a ver com nada. Boa noite.

Primeiro Post

Bom... Primeiro post... Quem sabe onde isso vai dar? Mas vamos ver né? Quem sabe não fica uma coisa legal sempre, claro, seguindo a idéia principal do blog, que é a de se fazer uma reflexão dos pensamentos que permeiam a mente deste que vos fala (ou escreve), isso se alguém for ler as baboseiras que provavelmente irão sair por aqui. Bom, se houver algum leitor pra isso, espero que aproveite e que a minha visão de mundo e as minhas idéias sirvam de alguma coisa, lhe sejam úteis de alguma maneira. O primeiro post é isso, uma apresentação (in)formal de um pretencioso.