Esses dias me peguei pensando na vida, nos mistérios do universo (por que não?), nas teorias mirabolantes do universo. Me peguei pensando em tudo o que houve nesses últimos tempos, do momento mais antigo que consegui recordar até a melhor notícia dos últimos segundos. Me peguei pensando na vida.
Enquanto pensava em tudo isso, comecei a ver quantas pessoas diziam estar felizes, inteiras, satisfeitas em estar sozinhas. Não parei de me perguntar como é que se pode ser feliz estando só. Acredito na máxima de Tom Jobim: É impossível ser feliz sozinho.
O ser humano não nasceu para ser só, ou ficar só. Por si só, é um ser social, precisa de outras pessoas, invariavelmente, para ser feliz. Não adianta dizer que uma pessoa pode se sentir realizada se ela não tem amigos, se ela não tem companhias, se não gosta de alguém. Todo mundo precisa de alguém.
Na questão da afeição, podemos também evidenciar aquelas pessoas que se dizem felizes estando solteiras, sozinhas. Eu não consigo entender o que leva o ser humano a dizer que prefere viver solteiro, "curtindo a vida", livre. Livre? Como assim? O que é liberdade, então? É sair de casa sozinho, ir numa festa, escutar música ruim, ficar com pessoas que você não sabe nem quem é ou se no mínimo gosta das mesmas coisas que você?
Se isso é ser livre, me desculpem todos, mas prefiro não ter liberdade nenhuma. Pra mim, bom mesmo é ter alguém do meu lado, é dividir experiências, é gostar. É ter alguém para sentar do seu lado e contar todos os problemas, dividir a carga com você. É ter aquela pessoinha para ver filme junto, andar sem destino. Olhar para você e entender, mesmo sem uma palavra, o que você está pensando. É aquela pessoa que ri das suas piores piadas, que te olha nos olhos e diz: é tão bom estar com você!
Como isso é um blog, e não uma prova de vestibular, defendo aqui minha opinião, independente de qualquer coisa: Não gosto de ficar sozinho. É tão bom ter alguém juntinho de você! Pense o que quiser, diga o que quiser nos comentários, ou até pessoalmente. Como diz minha mãe, eu não mordo. Gosto de conversar (isso, claro, se houver alguém que vá ler isso, e que comente). Sei que as idéias estão meio desconexas, mas é o que tem pra hoje. Escrevo o que eu quero, diabos!