segunda-feira, 14 de maio de 2012

D. Edileuza

   Hoje, excepcionalmente, falarei de uma pessoa muito especial. Veja bem, não é uma pessoa qualquer, mas a pessoa mais importante da minha vida. Estou falando de ninguém menos que a minha mãe.
   Como descrever o amor de uma pessoa que foi feita para ser forte? Um ser humano que aguarda 9 meses com um ser no seu ventre, o protegendo com seu próprio corpo, suportando as piores dores possíveis e amando com todas as forças, e dar a oportunidade da vida a este ser que ainda nem viu?
   Li, há algum tempo atrás uma tirinha do Calvin, onde ele encontrava um animalzinho ferido e, numa conversa rápida com Haroldo, ele diz que vai chamar sua mãe, onde Haroldo pergunta se ela saberá saber o que fazer, e Calvin responde: "Claro que sim, eles não deixam ser mãe se não souber de tudo!". E como isso é verdade! Quando estamos com um problema épico, em quem pensamos logo de cara? Eu não sei vocês, mas a primeira coisa que penso é: "Eu quero a minha mãe!".
   Tenho certeza que tenho a melhor mãe do mundo! Sério. Ela é a melhor. Ela é tão boa, mas tão boa, que até meu pai quando está com problemas, pensa em primeiro lugar nela. Era ela quem passava as noites em claro comigo, quando era pequeno e tinha medo de qualquer coisa. Que ficava (e ainda fica) colada em mim e meus irmãos quando estamos doentes.
   Existe uma lembrança minha, de quando tive meningite, e passei um certo tempo no hospital, que me marca muito até hoje. Eu estava numa das piores situações da minha vida, mas ela estava lá comigo, junto com meu pai. Como meu pai tinha que voltar para nossa cidade para trabalhar, ela ficava sempre comigo, sempre ao meu lado, correndo deliberadamente o risco de contrair esta doença tão perigosa. Essa é uma das coisas que eu nunca esquecerei.
   Enfim, depois de toda essa enrolação, só queria desejar um feliz dia das mães a ela que é minha melhor amiga, meu porto seguro, meu farol nas tempestades da vida, minha maior heroína. Aquela que me faz, a cada dia, querer ser uma pessoa melhor. É por quem eu levanto da cama toda manhã, e vou em frente. A pessoa que eu quero que todo dia sinta mais orgulho de mim, do que eu sou, de quem me tornei e vou me tornando a cada dia, e que eu grito para o mundo todo, com todas as minhas forças: "EU AMO VOCÊ!!!!!". Mãe, Mainha, Mamãe, é para você quem eu dedico estas linhas, do fundo do meu coração.

PS.: Não posso deixar de lado também duas grandes mulheres, que ao lado dos meus pais, também ajudaram a me tornar no que sou hoje. Ao lado da dona Edileuza, guardo lugar também para essas duas: Lícia, a tia Lícia, e Edilene, a tia Dilene. Obrigado também a vocês por tudo.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Sozinho... Só?

    Esses dias me peguei pensando na vida, nos mistérios do universo (por que não?), nas teorias mirabolantes do universo. Me peguei pensando em tudo o que houve nesses últimos tempos, do momento mais antigo que consegui recordar até a melhor notícia dos últimos segundos. Me peguei pensando na vida.
      Enquanto pensava em tudo isso, comecei a ver quantas pessoas diziam estar felizes, inteiras, satisfeitas em estar sozinhas. Não parei de me perguntar como é que se pode ser feliz estando só. Acredito na máxima de Tom Jobim: É impossível ser feliz sozinho.
      O ser humano não nasceu para ser só, ou ficar só. Por si só, é um ser social, precisa de outras pessoas, invariavelmente, para ser feliz. Não adianta dizer que uma pessoa pode se sentir realizada se ela não tem amigos, se ela não tem companhias, se não gosta de alguém. Todo mundo precisa de alguém.
    Na questão da afeição, podemos também evidenciar aquelas pessoas que se dizem felizes estando solteiras, sozinhas. Eu não consigo entender o que leva o ser humano a dizer que prefere viver solteiro, "curtindo a vida", livre. Livre? Como assim? O que é liberdade, então? É sair de casa sozinho, ir numa festa, escutar música ruim, ficar com pessoas que você não sabe nem quem é ou se no mínimo gosta das mesmas coisas que você?
     Se isso é ser livre, me desculpem todos, mas prefiro não ter liberdade nenhuma. Pra mim, bom mesmo é ter alguém do meu lado, é dividir experiências, é gostar. É ter alguém para sentar do seu lado e contar todos os problemas, dividir a carga com você. É ter aquela pessoinha para ver filme junto, andar sem destino. Olhar para você e entender, mesmo sem uma palavra, o que você está pensando. É aquela pessoa que ri das suas piores piadas, que te olha nos olhos e diz: é tão bom estar com você!
    Como isso é um blog, e não uma prova de vestibular, defendo aqui minha opinião, independente de qualquer coisa: Não gosto de ficar sozinho. É tão bom ter alguém juntinho de você! Pense o que quiser, diga o que quiser nos comentários, ou até pessoalmente. Como diz minha mãe, eu não mordo. Gosto de conversar (isso, claro, se houver alguém que vá ler isso, e que comente). Sei que as idéias estão meio desconexas, mas é o que tem pra hoje. Escrevo o que eu quero, diabos! 
       

A volta

     Depois de mais de um ano, depois de muita história, depois de muita vida, depois de muitos depois, volta um registro infame de conteúdo duvidoso, que é este blog. Um ano, muita vida, muita história. Mas depois eu falo da história. Só quero, com este post, pontuar o renascimento (ou talvez não) deste blog.