Me deu vontade de escrever hoje. Escrever...
Limpar da cabeça as coisas desnecessárias, lembrar de coisas que não posso esquecer...
Escrever...
Escrever o que? Falar o quê? Por quê?
Perguntas...
Li outro dia que o burro é sempre certo de si, enquanto o sábio tem muitas perguntas...
Burro? Sábio?
Mas quem é burro, ou quem é sábio?
Será que podemos definir as pessoas assim? Segregar pessoas? Diferenciar pessoas?
Qual é a diferença? O que me diferencia de você, leitor? O que me diferencia de qualquer outra pessoa no mundo?
O que é preciso fazer para ser sábio? Só perguntas?
Quem é sábio? Quem sabe que sabe?
O que é saber?
Indefinido. Acho que isso descreve muita coisa.
Indefinido. Indefinir.
Será que o certo, pra muita coisa nesse mundo, não seria usar a palavra indefinido?
Não definir as coisas, as pessoas, não trancar seu pensamento em estereótipos.
Estereótipos. Tá aí uma coisa estranha.
Estereotipar uma pessoa, por que?
Pra que?
Por que devemos separar pessoas por grupos?
Por que devemos nos separar em grupos?
Por que devemos nos definir? Nos encaixar?
Por que?
E o que é isso tudo?
O que são essas perguntas?
O que é a vida, afinal?
E esse devaneio todo? Pra que?
Frases sem sentido, perguntas sem resposta...
Respostas...
Acho que esse é o sentido da vida, né?
Respostas.
Acho que esse é o sentido da vida, né?
Respostas.
Eu continuo atrás dessas respostas.
De respostas para as minhas perguntas.
De respostas para as minhas perguntas.
Para as perguntas que já fiz aqui... para outras que ainda tenho... para aquelas que ainda vou fazer...
O que importa é não parar de pensar.
O que importa?
O que é importante?
O que?